Principal investimento em 2017

A PRÓ-PM sabe o quanto é importante para o policial militar se sentir seguro e confiante para exercer o seu trabalho. Por isso, nossa instituição contratou e ajuda
a manter uma equipe de psicólogos especialmente preparados para atender nossos irmãos de farda. 
Instituto Atena de Psicologia Aplicada
R$ 242.849,00
Verba destinada

CAPS

Centro de Apoio Psicológico e Social

Investimentos em 2019

Verba destinada
R$ 219.710,40

Cabeça erguida

O desafio de servir à sociedade e proteger o cidadão muitas vezes exige do policial militar o apoio de um psicólogo que o ajude a reconquistar sua auto-confiança.

Equipe preparada

Para ajudar o CAPS a desenvolver esse trabalho, a PRÓ-PM contratou e mantém uma equipe de psicólogos que estende suas mãos sempre que for necessário.

ENTREVISTA

 

SAÚDE NA

PANDEMIA

PRÓ-PM conversou com a psicóloga Mônica Aguirre para saber como o CAPS está ajudando os policiais militares a vencer as dificuldades trazidas pela pandemia.

Depressão, ansiedade e preocupação com a família são alguns dos problemas que têm levado a maior parte dos nossos policiais a procurar o apoio online do CAPS 

SETEMBRO AMARELO

 

  SUICÍDIO  

Prevenir é possível

Suicídio: palavra culturalmente temida e considerada como tabu em nossa sociedade, seja em pensamento ou verbalização, muitas vezes substituída por “fazer besteira ou bobagem”. 

Porém, é um tema que precisa ser tratado e trazido a público possibilitando assim conhecimento de suas causas e consequências. É notório que a notícia de um suicídio ou tentativa gera grande impacto no ambiente afetando pessoas direta ou indiretamente.

Provavelmente, você já deve ter pensado ao receber a notícia que alguém tentou ou morreu por suicídio: “o que levou a fazer essa besteira?” E se for conhecido pode pensar: “será que precisava de ajuda e eu não percebi?”; “se eu tivesse conversado ele (a) teria mudado de ideia?”. Como saber? Não há resposta para estas indagações. 

Pois bem, como podemos auxiliar a reduzir essa fatalidade que aflige e desola inúmeras famílias? 

Podemos trabalhar na prevenção. Ai você me pergunta: “como assim? Isso não é tão simples assim, talvez seja para vocês que são psicólogos e psiquiatras.” 

E eu respondo que não é simples nem para nós profissionais da área de saúde mental, mas é possível a todos que se dispuserem a fazer com respeito ao sofrimento do outro.

Com isso podemos formar uma imensa e eficaz rede de apoio para quem precisa de ajuda e decide que a autodestruição é a única solução para o fim do seu sofrimento. 

Antes de citar algumas dicas é importante que fique claro que “prevenção não significa previsão e prevenir é diferente de evitar”. (Fukumitsu 2013) 

A prevenção não nos dá total garantia que a pessoa não tentará ou morrerá por suicídio, mas a previsão de que ela realmente possa fazê-lo, pode auxiliar na investigação e exploração da percepção que a pessoa tem sobre si, sua vida e das fantasias e possibilidades da própria morte.  

Isso pode acontecer “apenas” com uma escuta sem pré-julgamentos, evitando, por exemplo, frases do tipo: “para de falar e pensar besteira, você tem tudo na vida”. Talvez essa frase não faça o mínimo de sentido, para quem está dizendo que vê o suicídio como única saída. Pode-se pensar que, provavelmente, essa pessoa acredite que já perdeu tudo na vida, menos a própria vida. Procure ter um olhar acolhedor, afinal acolhedor é acolher a dor. 

Outras formas de prevenção podem ser evitar que a pessoa tenha acesso a métodos potencialmente letais e, assim que possível, buscar auxílio profissional. Já ouvi de pacientes a seguinte frase: “Solange, antes e no momento que apertei o gatilho não consegui ver e pensar em nada, em ninguém, foi uma fração de segundo em uma extrema escuridão...”. 

Não podemos garantir que a pessoa jamais chegará a tal ponto, mas podemos contribuir para que ela se distancie o máximo possível. Não pague pra ver. 

Mas, para tal é preciso falar abertamente sobre SUICÍDIO, com todo respeito e empatia que o assunto merece, e saiba que isso não instiga, nem provoca quem já vem pensando ou o tem como um fato para a resolução de seus problemas. 

Se você que está lendo esse texto acredita que não conseguirá intervir ou agir dessa forma? Simplesmente acolha não banalize. Repito: não pague pra ver. 

Oriente e ou conduza a pessoa a procurar ajuda: ISSO JÁ FAZ UMA GRANDE DIFERENÇA  

Essa matéria é uma colaboração de Solange Marta, psicóloga contratada pela PRÓ-PM que atua no CAPS - Centro de Apoio Psicológico e Social da Polícia Militar. 

   PARA SABER MAIS  

www.setembroamarelo.com/43ca90e9-aab1-4189-9f54-dc08f31d5149 

Referencias: 

FUKUMITSU, K.O. Suicídio e Luto: histórias de filhos sobreviventes. São Paulo: Editora Digital Publish e Print 2013 - www.setembroamarelo.com. 2014, Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP